Governo nega risco de desabastecimento enquanto restrições de combustíveis são relatadas em Minas

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) informou que a guerra no Oriente Médio já está causando restrição de abastecimento de combustível no estado e aumento de preços.
O estreito de Ormuz, rota por onde passa um quinto do petróleo comercializado globalmente, foi bloqueado pela Guarda Revolucionária do Irã depois que o território passou a ser atacado por Estados Unidos e Israel. A medida tem afetado o mercado internacional do combustível.

Segundo o Minaspetro, os donos de postos de Minas informaram que a Vibra, subsidiária da Petrobras e maior distribuidora de combustível do país, está restringindo etanol, gasolina e diesel.
Por nota, a Vibra informou ao jornal G1 que enfrentou, nesta semana, impactos climáticos que afetaram pontualmente o abastecimento em Minas Gerais. A empresa afirmou que a situação já foi normalizada e que o atendimento à rede está 30% acima da média. Orientou, também, que revendedores devem procurar seus líderes de território em caso de dúvidas.
O aumento do preço nos postos já entrou no alvo da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A pasta pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes altas, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional. Além do Minaspetro, outros sindicatos informaram sobre aumentos nos últimos dias.
O que diz o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira, 11, que não há qualquer risco de desabastecimento de combustíveis, embora seja possível verificar uma “especulação criminosa” sobre os preços.
“Não tem possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina. O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações, vamos envolver a Polícia Federal”, declarou o ministro.
Fontes: G1 e Uol


