João Monlevade e Região

Polícia Civil do DF conclui investigação sobre arma de Bolsonaro e não indicia ex-presidente

Delegado entendeu que o armamento estava registrado legalmente em nome de Jair Bolsonaro; militar que transportava a arma deve responder por porte ilegal

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu nesta terça-feira (1º) o inquérito que apurava a apreensão de uma arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, encontrada com um militar do Exército durante uma abordagem em Brasília.

Ao finalizar a investigação, o delegado Thiago Boeing decidiu não indiciar Bolsonaro. Segundo a conclusão do inquérito, a arma estava registrada de forma regular em nome do ex-presidente e não havia elementos que indicassem a prática de crime relacionada à posse do equipamento.

A investigação teve início após o militar Estácio Leite da Silva Filho ser abordado em uma blitz portando o armamento. De acordo com o depoimento do militar, a arma seria transportada para manutenção.

No relatório, o delegado afirmou que Bolsonaro possuía autorização válida para manter a arma em sua residência e destacou que não havia restrição registrada sobre o equipamento. O entendimento foi de que não houve comprovação de conduta criminosa por parte do ex-presidente.

Por outro lado, a Polícia Civil apontou que Estácio Leite deve responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Conforme a investigação, apesar de possuir autorização para portar armas vinculadas à Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, o militar carregava um armamento registrado em nome de outra pessoa.

Após receber o relatório da corporação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou prazo de 48 horas para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa de Bolsonaro sobre as conclusões da investigação.

Fonte: Agência Brasil

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